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segunda-feira, 19 de julho de 2010
Religiosidade, juventude e sexualidade: entre a autonomia e a rigidez
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Trabalho com jovens e legislação
planalto.gov.br
Carmem Lúcia Fernandes dos Santos Graduada em psicologia
e Especialista em Juventude.
Onivaldo Dyna da Silva
Possui graduação em Filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira (1978) dos padres jesuítas e graduação em Teologia pelo Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus (1982). Foi ordenado sacerdote em 08 de setembro de 1984. Atualmente é administrador paroquial em duas paróquias na Diocese de Jales. Foi por 18 anos assessor da Pastoral de Juventude em 3 regionais da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil: Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo. Participou da Comissão Nacional de Assessores da Pastoral da Juventude de 1986 a 1993. Esteve na fundação e foi o primeiro diretor do Instituto de Pastoral da Juventude Leste com sede em Belo Horizonte. Foi coordenador editorial do Centro de Capacitação da Juventude com sede em São Paulo. Tem experiência na área de Juventude, adolescência, religião/mística, avaliação e planejamento, vida em grupo e política pública de juventude, educação, teologia, filosofia com ênfase em Pastoral da Juventude, atuando principalmente nos seguintes temas: juventude, igreja, grupo de jovens, grupo, metodologia, espiritualidade, aconselhamento. Tem publicado um subsidio de dinâmicas para grupos de jovens em 2 volumes.O curriculum lattes pode ser acessado no link: http://lattes.cnpq.br/4032696006876335
Tem um blog: http://www.oni-eterno.blogspot.com/
Endereço: Rua Brasil, 1682 – centro – 15600-000 – Fernandópolis – SP
Email: onidyna@uol.com.brMSN: onydyna@hotmail.com
Vale do Amanhecer no Discovery Channel pela BBC
Dentre as várias religiões apresentadas em Plenario foi falado do Vale do Amanhecer e como poucos conhecem esta religião estamos postando este Video "Vale do Amanhecer no Discovery Channel pela BBC" para conhecimento.
Reportagem do Vale do Amanhecer exibido no Discovery Channel feito e produzido pela BBC. A serie se chama Rituais de Fé onde a missão de Pete é testemunhar e participar de ritos pouco estudados, para conhecer a religiosidade do planeta e compreender a profundidade da fascinação humana com o divino. Como Pete é um Pastor, ele encontra culturas que desafiam seus valores e preconceitos, que às vezes o surpreendem e ofendem, mas que também o iluminam.
Trabalho de TV: Álcool e os jovens
Devido sua curta duração, este video pode ser trabalhado em palestras, seminarios ou nos grupos de jovens.
Trabalho realizado na Oficina de TV do curso de Comunicação Social da UFMG, em setembro de 2008, por Daniel Maia, Daniel Lomonaco e Jesly Maldonado.
Indicado por: Antonia Francilda F. Dos Santos, especialista em juventude.
LINGUAGENS, APRENDIZAGEM E COMUNICAÇÃO COM AS NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO
Importante conectar os jovens com esta realidade virtual desde a sua própria realidade. O vídeo ajuda a abrir este debate e pode oferecer uma rica "conversa" sobre o processo comunicativo dos jovens.
Trabalho desevolvido por Cristina Bruck Ramos, apresentado no XIV Seminário de Iniciação Científica e XIII Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão/2008 da UNISC.
Com importante auxílio, na parte de edição, do colega Pablo Melo.
A Evolução da Comunicação.
Projeto de Pesquisa: Estudo das transformações da linguagem com o uso das novas tecnologias de informação e comunicação entre jovens estudantes e suas repercussões na escola e na família.
Orientador: Felipe Gustsack
Indicação de Onivaldo Dyna, especista em juventude.
Acompanhamento: Olhar atento e criativo

KIRIKÚ E A FEITICEIRA
Recomendo este filme a todos os Assessores e Assessoras de juventude que tem um foco no acompanhamento, Kiriku e a feiticeira traz elementos muito relevantes no que diz respeito ao acompanhamento de jovens, Eu destaco dois eixos importantes no filme. O primeiro ponto a ser ressaltado é a figura da mãe que traz as características do acompanhante com uma identidade segura e autônoma e que conduz com olhar atento a olhar a realidade e a desenvolver uma autonomia cada vez maior do acompanhado, essa também vai aos poucos moldando-se pelo Kiriku, O segundo ponto é o encontro com o ancião (seu avó), a figura do avó também é muito significativa, pois caracteriza as referencias a serem seguidas, ouvidas e que possibilita a kirikú desafiar e ser desafiado, é dessa conversa que brota o caráter emancipador do acompanhamento, quando Kiriku desafia o avó, dizendo: “então você não sabe tudo? E escuta do avó: não, eu sei poucas coisas” é que ele se auto afirma, permitir que o sujeito faça a suas perguntas, suas próprias indagações sem repreensão ou indiferença possibilita o Sujeito a elaborar suas próprias perguntas e a formular suas próprias experiências para além das nossas.
Isso é acompanhar para a autonomia! O acompanhante nesse cenário tem apenas o papel de conduzi-lo a não perder o foco.
O filme está disponível em 8 partes no youtude:(Parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5, parte 6, parte 7 , parte 8)
Pedagogia da Esperança
Hoje, dia 19 julho de 2010, continuamos nossas aulas de Pós-Graduação em Juventude Contemporânea. Esta Pós-Graduação é composta de três módulos e estamos na última semana do segundo módulo. Nesta manhã continuamos com a disciplina de Juventude, Comunicação e Linguagem, com o Professor Walderes Brito e estamos estudando alguns textos de Stuart Hall do livro “Da Diáspora- Identidades e Mediações Culturais, Editora UFMG, 2009. Nos vários temas debatidos em sala de aula, um deles foi a questão do referencial masculino/feminino. É costume dizer “Quando falo homem, a mulher está incluída". Além do livro acima recomendo a leitura do livro de Paulo Freire, “Pedagogia da Esperança”, principalmente as páginas 34 e 35. O livro está disponível para download no seguinte endereço:http://www.cipedya.com/web/FileDownload.aspx?IDFile=101886Resumo do Livro: http://pt.shvoong.com/books/1749323-pedagogia-da-esperan%C3%A7a/)
A Pedagogia da Esperança, Paulo Freire

Paulo Freire, pensador brasileiro, é autor de uma vasta obra que, ultrapassando as fronteiras do país, espalhou-se por diferentes países da Europa, da América e da África.
Segundo Paulo Freire, a educação é uma prática política tanto quanto qualquer prática política é pedagógica. Não há educação neutra. Toda educação é um ato político. Assim, sendo, os educadores necessitam construir conhecimentos com seus alunos tendo como horizonte um projeto político de sociedade. Os professores, são, portanto, profissionais da pedagogia da política, da pedagogia da esperança.
Sua pedagogia tem sido conhecida como Pedagogia do Oprimido, Pedagogia da Liberdade, Pedagogia da Esperança. Paulo Freire é autor de uma vasta obra, traduzida em vários idiomas. Em seus trabalhos, Freire defende a idéia de que a educação não pode ser um depósito de informações do professor sobre o aluno. Esta "pedagogia bancária" , segundo Freire, não leva em consideração os conhecimentos e a cultura dos educadores. Respeitando-se a linguagem, a cultura e a história de vida dos educandos pode-se levá-los a tomar consciência da realidade que os cerca, discutindo-a criticamente. Conteúdos, portanto, jamais poderão ser desvinculados da vida.
Tanto quanto Freinet, Paulo Freire cultiva o nexo escola/vida, respeitando o educando como sujeito da história. As pessoas podem não ser letradas mas todas estão imersas na cultura e, quando o educador consegue fazer a ponte entre a cultura dos alunos, estabelece-se o diálogo para que novos conhecimentos sejam construídos.
A base da pedagogia de Paulo Freire é o diálogo libertador e não o monólogo opressivo do educador sobre o educando. Na relação dialógica estabelecida entre o educador e o educando faz-se com que este aprenda a aprender. Paulo Freire afirma que a "leitura do mundo precede a leitura da palavra", com isto querendo dizer que a realidade vivida é a base para qualquer construção de conhecimento. Respeita-se o educando não o excluindo da sua cultura, fazendo-o de mero depositário da cultura dominante. Ao se descobrir como produtor de cultura, os homens se vêem como sujeitos e não como objetos da aprendizagem.
A partir da leitura de mundo de cada educando, através de trocas dialógicas, constroem-se novos conhecimentos sobre leitura, escrita, cálculo. Vai-se do senso comum do conhecimento científico num continuo de respeito.
A educação, segundo Freire, deve ter como objetivo maior desvelar as relações opressivas vividas pelos homens, transformando-os para que eles transformem o mundo.
Paulo Freire é um educador com profunda consciência social. Mais do que ler, escrever e contar, a escola tem tarefas mais sérias - desvelar para os homens as contradições da sociedade em que vivem. Paulo Freire além de sua obra de pensador, tornou-se conhecido pelo método de alfabetização de adultos que criou, conhecido como Método de Alfabetização Paulo Freire.
Onivaldo Dyna – especialista em juventude.
domingo, 18 de julho de 2010
De que comunicação estamos falando?
“A percepção da sensibilidade e flexibilidade com que a juventude lida com a cultura tecnológica, criando novas comunidades para além do espaço geográfico, traz uma nova referencialidade para estudos e acompanhamento aos jovens. Portanto, o processo comunicativo como um reconhecimento do outro e das diferenças existentes como legitima, nos ajuda a um entendimento alargado das questões juvenis e das realidades comunicativas produzidas pela juventude. O texto “De qual comunicação estamos falando? ( Luiz C. Martino), contribuiu para perceber os diversos sentidos da Comunicação e problematizar as relações comunicativas que estabelecemos no cotidiano” (Fabiane Asquidamini).
"Anjo ou demônio? As TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) têm levantado grandes questões na sociedade. Os adultos, muitos deles, preferem classificá-las como perturbadoras da sociedade. "São o grande mal dos novos tempos!" Profetizam eles. O fato é que os mais jovens estão neste mundo que nos parece sem volta. Há sempre novos instrumentos e conteúdos disponvíveis e os jovens não tem receio de "navegar" neste mundo plural, instigante e com tantas possibilidades de reflexão, entretenimento e assim vai.
O que dizer e o que fazer? Se existem os que querem se manter o mais longe possível das TICs, também existem muitos que já as integraram em novos modos de educar, de realizar suas taefas. Os primeiros não se "comunicam" com esse novo mundo. Sim! Pensando que comunicar é saber que temos algo a expressar, mas que o outro também traz algo novo, qualquer atitude de fechamento impede que haja uma influência mútua, provocadora de amadurecimento mútuo. Há ainda, como descrito, os que entram no jogo e estão dispostos a aprender a utillizar estes novos meios de comunicação. A estes é preciso a prudência para que não mantenham a postura antiga em espaço novo. Querer ingressar no mundo dos jovens contando apenas com as novas técnicas se faz insuficiente. Tal intento implica em novas posturas.
Existem grandes questões postas sobre uma chamada "comunicação" que na verdade deixa de sê-la. Pensar a partir da lógica de um "marketeiro" que investiga-nos até conseguir modos de sesnsibilização, suficiente para nos levar a compra de seu produto, descaracteriza o que é comunicação para a constituição de uma "mobilização guiada". Limites de conhecimento daquele que é o consumidor ou informações falseadas são componentes dessa "comunicação". Outro grande desafio é o excesso de informações disponíveis. Os canais e meios de comunicação que as apresentam, muitas vezes, estão mais interessados em criar uma sensação semelhante a proporcionada por um caleidoscópio do que na nobre tarefa de informar. Exemplifiquemos com um tele-jornal: "Menino de 11 anos presencia a execução dos pais em São Paulo! Copa do Mundo: Brasil pega a Holanda nas quartas de final!" Um carrossel de emoções, um show de imagens e idéias que apresentadas desta forma são incapazes de gerar reflexão, conhecimento. Pois não há ligação entre os dados.
Por outro lado, a juventude nos ensina neste espaço dos novos instrumentais da comunicação. Seus "scraps", recados, opiniões "postadas", imagens e fotos desfocadas, com posições não tradicionais, em lugares não convencionais mostram-nos sua intervenção, modo de pensar, atitude. Diferente da irreal e pouco criativa possibilidade que promovem as decisões propostas por alguns programas de TV, o modo como as juventudes invadem este espaço diz muito sobre, inclusive, valores não cultivados pelos mais adultos. O pertencimento e afinidade com um grupo de amigos em sites de relacionamento acontecem no espaço virtual, mas não, necessariamente, se reduzirão a isto. Ali acontece, também, os primeiros passos para outros momentos em que a dimensão pessoal, o toque se dará. Aqui há a possibilidade para relações, expressões de fato, os jovens parecem encontrar, aqui, um espaço de imensa liberdade que parecem não acessarem em outros espaços. Aqui somos todos capazes de nos mostrar, de dizer o que queremos, nos mobilizar e intervir em diferentes causas.
Resta-nos a abertura e prudência ao pensarmos os novos meios/espaços de comunicação. Resta-nos pensar quais são nossos valores, tentar descobrir os deste mundo e continuar nossa história de amadurecimento humano". (Igor Batista dos Santos)
"O jovem como sujeito social"
Este artigo propõe um olhar sobre os jovens buscando compreendê-los como sujeitos sociais que, como tais, constroem um determinado modo de ser jovem. Apesar do autor tratar de jovens ligados a grupos musicais, especificamente de rappers e funkeiros, a discussão não é em torno dos estilos rap e funk em si mesmos, todavia percebe que o mundo da cultura se apresenta mais democrático, possibilitando espaços, tempos e experiências que permitem que esses jovens se construam como sujeitos.