quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Desemprego é fenômeno da população mais jovem

O desemprego é um fenômeno da população mais jovem, segundo Bruno Marques, técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), durante divulgação de dados sobre o mercado de trabalho brasileiro. Levantamento apresentado nesta quarta-feira pelo instituto revelou que a maior parte das pessoas que estão fora do mercado, apesar de se esforçarem para integrá-lo, está com idade entre 18 e 29 anos.

A reportagem é da Agência Estado, 16-02-2011.

Embora esse grupo responda por apenas cerca de 30% da amostra do instituto, perfazem 54% dos desempregados. A pesquisa detectou que cerca de 45% dos desempregados está procurando trabalho há mais de seis meses. Dentro deste grupo, quase um quarto das pessoas está na condição de desempregado há mais de um ano.

"Uma parcela importante dos desempregados encontra-se, portanto, exposta ao desemprego de longa duração, situação preocupante tendo em vista a possível perda de habilidades e vínculos profissionais que daí decorre", afirmou a sondagem do Ipea.

Marques salientou, porém, que a cobertura do seguro-desemprego é de no máximo cinco meses, com média de quatro meses, o que identifica uma lacuna em termos de proteção social. "O seguro-desemprego deixa de cobrir uma parcela significativa de pessoas e é uma questão que se precisa estudar", afirmou o técnico do Ipea à imprensa.

A pesquisa verificou também que as expectativas salariais para esse grupo de pessoas são relativamente baixas, já que mais de 40% dos participantes responderam aceitar um valor igual ou até menor do que o salário mínimo atual (R$ 510). Cerca de um quarto dos entrevistados identificaram a falta de qualificação ou experiência como o principal obstáculo nas seleções de emprego.

Negócio próprio

Poucos participantes da pesquisa, segundo o Ipea, mencionaram o desejo de abrir um negócio próprio, que seria uma alternativa ao emprego assalariado. "Em outros países, esta resposta provavelmente teria um peso maior. No Brasil, a porcentagem é baixa", comparou Amorim.

Segundo ele, o peso da situação da economia é um dos itens mais importantes para se ampliar o mercado de trabalho na avaliação dos que participaram da pesquisa do instituto. "Há a percepção de que a economia crescendo, com pessoas comprando, é muito mais importante para melhorar a situação do que o crédito e os impostos", explicou.

Dos que atuam por conta própria, o Ipea identificou que é baixa a contribuição com a Previdência Social. Para a maioria, porém, a não contribuição tem uma explicação clara: a consideração de que o rendimento é baixo. "Resumidamente, dizem que não têm renda para contribuir. Isso dá para ver como a questão da renda é importante. Apenas 6% acham que o valor pago pelo benefício é baixo. Ou seja, as pessoas querem contribuir, mas acham que não tem renda para tal", observou Amorim.

Para ler mais:

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O trabalho visto a partir dos jovens pobres. Entrevista especial com André Langer
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Baixa qualificação faz com que desemprego seja maior entre os mais pobres
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Pobres representam quase 55% dos desempregados


in Instituto Humanitas Unisinos, dia 17 de fevereiro de 2011.

Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporânea.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O estado das universidades brasileiras

Nossa juventude está sendo bombardeada por mensagens que endeusam o chamado "empreendedorismo". Os recipientes são estudantes das engenharias e ciências da computação, como também físicos, químicos e biólogos. Os apelos ao empreendedorismo deixam de mencionar que uma empresa de base tecnológica depende do aparecimento de uma idéia que não surge do ar, mas é pacientemente garimpada entre princípios científicos, experimentos e, principalmente, conhecimento de causa. O artigo é de Maurizio Ferrante.

Depoimento de um experiente leitor de quadros de avisos

Uma fonte de informações interessantes do estado atual da academia é representada pelos quadros de avisos de universidades. Entre anúncios tipo - aluga-se vaga em república feminina, vendem-se bicicleta com 12 marchas, geladeira semi-nova e um Gol 1998 em bom estado - aparecem chamadas vagamente relacionadas com estudo e carreira; por exemplo, avisos de palestras e cursos.

Um tema que vem aparecendo mais e mais nos quadros de aviso, mas também em jornais e revistas que de vez em quando se ocupam de educação e afins, é o empreendedorismo. Assim mesmo: com dois ‘és’. Todos nós sabemos do que se trata: uma atitude independente e corajosa, que pressupõe espírito de iniciativa, destemor ao risco e, por fim, conhecimento técnico, atitudes “manageriais” e um bocado de ambição.

Com minha longa experiência de quadros de aviso de universidades posso atestar que nossa juventude está sendo bombardeada por mensagens que endeusam a tal atitude. Os recipientes são estudantes das engenharias e ciências da computação, como também físicos, químicos e biólogos. Não consigo me livrar da impressão de que as mensagens carreguem a silenciosa premissa de que seguir uma carreira acadêmica ou fazer carreira, primeiro em chão de fábrica e depois em atividades mais estratégicas, seja próprio dos menos capazes. Talvez esteja sendo injusto, mas é o que implica a adjetivação utilizada, que recobre de méritos o engenheiro (ou químico, ou físico...) empreendedor, e lhe aponta como inevitável o sucesso de sua pequena empresa, invariavelmente de base científica e com grande carga de inovação.

Em torno dessa idéia, a partir de 1984 começam a nascer os parques tecnológicos, que hoje no Brasil são mais de duzentos (na minha cidade tem dois), alimentados por diversos tipos de financiamento; CNPq, Secretaria de Ciência e Tecnologia dos Estados, etc., e cujo desempenho – perdas e ganhos – nunca foi apresentado aos pagadores de imposto. Notável é a ausência quase que completa de capital de risco provindo de grandes empresas ou mesmo de investidores pessoas físicas.

Sabemos que o tempo presente é a era dos serviços, natural sucessora da era da indústria, e o empreendedorismo, alardeado como a vocação dos mais capazes, passou a formar um mercado per se, sobre o qual se pode ganhar dinheiro. Isso levou à proliferação de parques tecnológicos, incubadeiras de novas empresas e entes do tipo, que logicamente necessitam de presidentes, diretores e administradores, perpetuando-se assim o ciclo do existo porque existo e quero continuar existindo. Das empresas amparadas por esses Parques e incubadeiras sabe-se pouco, e as perguntas que se colocam são: qual a taxa de mortalidade – Suíça ou de terceiro mundo? Qual o peso econômico das empresas? Qual o seu nível tecnológico médio?

Lembro-me de quando visitei a Feira de um desses Parques, e surpreso me deparei com o estande de uma (hoje falida) fábrica de tratores exibindo o seu já então vetusto produto. Naturalmente há exceções, e muitas, e pontos de vista diferentes, mas a intenção deste artigo não é tanto discutir os prós e contras do empreendedorismo no plano econômico ou no de formador de estruturas tecnológicas consistentes, como de levantar questões sobre o efeito que esse pesadissimo marketing da carreira possa ter sobre os estudantes.

Os apelos ao empreendedorismo deixam de mencionar que uma empresa de base tecnológica depende do aparecimento de uma idéia que não surge do ar, mas é pacientemente garimpada entre princípios científicos, experimentos e, principalmente, conhecimento de causa. Lembro que em uma eleição passada, o mote que acompanhava um dos candidatos era “deixe o homem trabalhar”. Eu adaptaria essa frase aos estudantes universitários (e secundaristas também): “deixem o estudante estudar em paz”. Sem o distrair continuamente com palestras de empreendedorismo, ou de como elaborar um curriculum vitae, escrever uma patente, e coisas do tipo. Tudo isso está sendo ministrado antes do tempo, e os que seguem essa sereia (porque é mais fácil ouvi-la do que espremer o cérebro sobre um texto de termodinâmica) acabam perdendo a oportunidade de se preparar melhor e fundamentar melhor suas idéias, que aí sim serão criativas.

A falta de engenheiros no Brasil é muito grande; formamos 30.000 profissionais por ano, pouco se comparado com a China – 400 mil; Índia – 250 mil, e Coréia do Sul – país pequenino com 50 milhões de habitantes que forma 80 mil engenheiros. A urgência é grande, e uma meta da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – órgão do MEC) é a evolução daqueles 30 mil para 40 mil nos próximos três anos. Esses números dão razão à CNI (Confederação Nacional da Indústria) que prevê um excesso de 150 mil vagas em setores técnicos.

Mas além da questão quantitativa, há a qualitativa: José Roberto Cardoso diretor da Escola Politécnica da USP faz notar que "... só um entre quatro engenheiros possui formação adequada...”. De fato, dependendo de como se contam há 1.087 cursos no país, dos quais a metade em escolas particulares, e uma olhada nas notas do ENADE dessa metade explica as palavras do professor.

Se ainda por cima desviamos antes do tempo um porcentual de estudantes desse mercado, e o distraímos com falsas e anti - tempo preocupações, não estamos colaborando muito com a solução dos problemas, estamos?

(*) Professor do Departamento de Engenharia de Materiais, na Universidade Federal de São Carlos.


Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporânea

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Conheça e assine a Revista Redemoinho - uma revista para especialistas em juventude


































Contato: revistaredemoinho@gmail.com

Especialistas em Juventude debatem Juventude, Instituições e novas formas de Engajamento Juvenil

A relação dos adolescentes e jovens com as Instituições formais da sociedade (como família, Igreja e Escola) e também as próprias organizações juvenis e suas mobilizações desinstitucionalizadas têm sido debatidas no Curso de Especialização em Juventude no Mundo Contemporâneo, na disciplina Instituições e Formação de Jovens, ministrada pela Professoa Vanildes Gonçalves dos Santos. Para aprofundar o debate, a 6ª Turma do Curso, que faz o terceiro e último módulo presencial no mês de janeiro, participou, nesta segunda-feira (17) de um painel sobre experiências juvenis na organização de suas próprias instituições ou ações coletivas.

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Participaram do painel Marcelo Perilo, representante do coletivo “Colcha de retalhos: a UFG saiu do armário”, um grupo que atua com questões sobre sexualidade, identidade de gênero e combate a homofobia. Lázaro Rodrigues, da “Associação Cultural de Bonfinópolis - Cultura 36”, que promove atividades culturais com jovens do município. Hélio Martins, Hermínia Carvalho, Karina e Gilmar do “INSEJ” (Instituto Socio-educativo Juvenil), ONG que realiza atividades culturais e educacionais com jovens.

Dentre os muitos desafios apresentados pelos/as jovens, a gestão das organizações destaca-se. Os/as jovens apresentaram suas dificuldades com os esquemas burocráticos que atravessam as instituições, na busca por recursos e organização estrutural. Há ainda a busca de outros modelos de organização que não sintonizam com os modelos hierárquicos das instituições tradicionais. É o caso do Grupo “Colcha de Retalhos”, que se organiza como um coletivo, numa estrutura horizontal sem hierarquias, o que, segundo Marcelo, tem ônus e bônus. "Não fomos cooptados por nenhuma instituição nem fomos instrumentalizados por nenhum movimento social ou partido político, mas temos dificuldades de conseguir recursos por não ter um cnpj", diz.

Vencer a desconfiança do mundo adulto e conquistar credibilidade é outro desafio trazido por alguns dos/as jovens. As dificuldades de relação com as instituições formais, como o Estado e a Igreja são trazidas por eles/as. Ao mesmo tempo, ao falar da origem de suas motivações para organizar seus grupos, Lázaro e Hélio falam da Pastoral da Juventude e Pastoral da Juventude do Meio Popular, organizações da Igreja Católica, e Marcelo fala da Universidade, outra instituição tradicional. Apresentam, no entanto, as dificuldades de conciliação com a estrutura eclesial e os interesses e as formas de organizar seus grupos. Sobre sua filiação religiosa, Lázaro afirma "não me sinto Igreja, me sinto cristão".

As organizações dos/as jovens são marcadas por alguns traços que possibilitam confrontar os modelos tradicionais das agências socializadoras: família, escola e Igreja.

A própria iniciativa

As organizações juvenis partem de iniciativas problematizadoras deles/as próprios/as, a partir de temas e demandas que os/as tocam de alguma forma. "Os primeiros projetos nossos eram nossos próprios anseios, como fazer cursinho pré-vestibular". São organizações que ganham significados deles/as mesmos, enquanto família, Igreja e escola são instituições imbuídas de significados históricos, que os precedem.

Os sonhos e a percepção de um modelo de sociedade marcam as ações desses/as jovens e pautam novidades temáticas para o mundo do qual desejam fazer parte. "A discussão da sexualidade precisa ser considerada tão importante quanto outras categorias para compreensão da sociedade: trabalho, gênero e classe", comenta Marcelo.

Os/as jovens apresentam elementos de suas organizações que revelam marcas das novidades e continuidades na organização institucional. A formação de redes, a laicidade e suprapartidarismo são marcas das novas formas de organização, presentes de modo especial nas organizações juvenis. Ao mesmo tempo, as marcas da burocracia e da hierarquia seguem marcando algumas dessas organizações, seja por não os questionarem devido às obrigações jurídicas às quais estão atreladas as possibilidades de captação de recursos. As novidades, no entanto, têm impactado, inclusive, a proposição das políticas públicas, seja no que diz à captação de recursos, ou nos canais abertos de diálogo com os poderes instituídos.

Sobre a Especialização: O Curso de Pós-graduação é realizado pela Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude, sob coordenação da Casa da Juventude Pe. Burnier. Mais informações, acesse: www.pos.redejuventude.org.br.

  • Vanessa Aparecida Araújo Correia, jornalista, estudante da 6ª turma de Especialização em Juventude.
  • Rafael Parente Sá Martins, historiador, estudante da 6ª turma de Especialização em Juventude.
  • quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

    Juventude em face da Globalização

    É sempre uma tendência das pessoas, instituições, grupos de jovens, etc querer compreender o fenômeno juvenil e suas expressões na sociedade atual. Para tal, é necessário antes de tudo, compreender a presença da juventude no contexto social e como a mesma foi sendo produzida em meio as questões emergentes de cada época. Talvez assim, conseguiremos com mais facilidade compreender melhor o que vem a ser a juventude no contexto social contemporâneo.
    E para provocar essa temática, "um tira gosto" que apresenta algumas tendências da cultura juvenil no contexto da globalização.

    Por José Aniervson Santos
    Especializando em Juventude
    Presidente do IPJ/Surubim

    terça-feira, 18 de janeiro de 2011

    carta a mãe africa

    (Brasil, 2010, 23 min. - Rafael Bessa)

    Documentário que trata sem rodeios a questão racial no Brasil, os vários mitos para se tentar driblar a noção de racismo, as tentativas de se sabotar a compensação ou outras políticas sociais que tentem reparar 400 anos de Estado escravocrata. O documentário guia-se pela letra da música "Carta A Mãe África" do rapper brasiliense GOG, seguindo para os depoimentos de artistas e intelectuais sobre a questão.

    Carta A Mãe África from rafael bessa on Vimeo.



    postado por Onivaldo Dyna, especializando em juventude contemporânea.

    domingo, 16 de janeiro de 2011

    O Estado da Arte sobre juventude na pós-graduação brasileira:Educação, Ciências Sociais e Serviço Social (1999-2006) - vols. I e II

    A coletânea, organizada em dois volumes, é resultado de pesquisa nacional desenvolvida em rede e coordenada pela pesquisadora Marilia Sposito (USP) sobre o produção de conhecimentos discente de Mestrado e Doutorado no tema Juventude.
    A pesquisa fez um levantamento de teses do Portal Capes no período de 1999 até 2006, nas áreas da Educação, Ciências Sociais (Antropologia, Ciência Política e Sociologia) e Serviço Social. Além disso, produziu artigos sobre diferentes eixos temáticos. A publicação dos dois volumes deste livro foi possível com o apoio do Projeto Diálogos com o Ensino Médio, uma parceria iniciada no ano de 2009 entre o Observatório da Juventude da UFMG, o Observatório Jovem da UFF e a Secretaria de Educação Básica do MEC.

    Para baixar estes dois livros cliques nos linkes respectivos. Ter paciencia que demora um pouco.
    http://www.uff.br/observatoriojovem/sites/default/files/documentos/EstadoArte-Vol-1-LivroVirtual.pdf
    http://www.uff.br/observatoriojovem/sites/default/files/documentos/EstadoArte-Vol-2-LivroVirtual.pdf

    Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporanea.

    Diga não a "Belo Monte"

    O Presidente do IBAMA se demitiu ontem devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

    A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.

    A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença –- ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte –- ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas.

    Eu já assinei: e você?
    Contribua para proteger o planeta com um clique!

    Por: Walderes Brito
    Estudante de doutorado em Sociologia

    quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

    Programa de TV QUARTO MUNDO


    Olá! Aqui está nosso primeiro post do ano de 2011. É uma indicação de programa de TV feito por jovens e que vale a pena conhecer. Para quem está fora da cidade de São Paulo vale conferir o programa via internet como esta indicado no final do release feito pelo pessoal do próprio programa e que segue abaixo! Conheça tambem o Blog do Programa: http://quartomundotvusp.blogspot.com/
    Bem vindo ao nosso Blog em 2011!

    "Quarto Mundo é um programa de televisão feito por jovens e adolescentes moradores da Região da Grande São Paulo. Realizado pela TV USP, em parceria com a Viração, os jovens e adolescentes recebem formação especifica de audio visual, jornalismo, entre outras temáticas para realização do programa. Os participantes têm de 13 a 21 anos, e são todos e todas estudantes do Ensino Médio. E são eles e elas que constroem coletivamente cada passo do programa, desde a pauta, a apresentação e até a gravação.


    Onde? Na TV USP (canal 11 da NET, 71 da TVA e 187 da TVA Digital)

    Quando? quinta-feira às 22h

    Agora contando com a veiculação via streaming do canal universitário no site www.cnu.org.br/aovivo.asp
    Não tem como ver via televisão? Não perca o horário via internet!"


    Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporânea.

    quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

    A História das Jornadas Mundiais da Juventude

    Um convite e milhões de respostas

    Roma, 1984. Mais de 300 mil jovens do mundo inteiro responderam a um convite. O anfitrião os havia chamado para o “Jubileu Internacional da Juventude”, no Domingo de Ramos. A celebração começou com a Via-Sacra no Coliseu seguida da Missa na Praça de São Pedro.

    O evento teve uma acolhida impressionante e, nas vésperas do Domingo de Ramos, o anfitrião polonês, Karol Wojtyla, disse aos jovens: “Que espetáculo tão magnífico ofereceis, vistos desde este palco. Quem disse que a juventude de hoje não se interessa pelos valores?” Com essas palavras, o Papa João Paulo II entregou ao mundo um símbolo: uma grande cruz de madeira, que se chamaria mais tarde a “Cruz da Jornada Mundial da Juventude”. Era o início de uma grande jornada...

    O ano da Juventude

    As Nações Unidas declararam o ano de 1985 como “Ano Internacional da Juventude”. Ficou claro em Roma que deveria haver outro encontro dos jovens do mundo todo com o Papa. O tempo foi curto e trabalhou-se intensamente. Dessa vez, mais de 250 mil jovens responderam ao convite do Papa, comparecendo em Roma no Domingo de Ramos.

    Uma semana depois do encontro com os jovens, o Papa anunciou que as Jornadas Mundiais da Juventude passariam a realizar-se periodicamente. Assim disse em sua mensagem pascal de 7 de abril: “No domingo passado, encontrei centenas de milhares de jovens, e a imagem festiva de seu entusiasmo ficou profundamente gravada na minha alma. Meu desejo de repetir essa experiência maravilhosa nos anos vindouros, e de criar dessa forma um encontro internacional da juventude no Domingo de Ramos, corresponde à minha convicção de que os jovens estão diante de uma missão cada vez mais difícil e fascinante: a de mudar os mecanismos fundamentais que fomentam o egoísmo e a opressão nas relações entre os Estados e de assentar novas estruturas orientadas à verdade, à solidariedade e à paz”.

    A primeira Jornada Mundial da Juventude

    Assim nasceu uma idéia feliz, que se espalhou pelo mundo. A Jornada Mundial da Juventude foi celebrada pela primeira vez, de maneira oficial, no Domingo de Ramos de 1986, em Roma. A partir de 1987 e depois, a cada dois anos, como regra geral, organiza-se a Jornada Mundial da Juventude em algum lugar determinado do mundo. Nos outros anos, celebra-se a Jornada Mundial da Juventude no Domingo de Ramos, em cada diocese.

    Em 1987, os jovens foram convocados a Buenos Aires, onde 1 milhão de participantes escutaram as seguintes palavras do Papa: “Repito ante vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da Igreja.” (...) Dois anos depois, 600 mil jovens foram em peregrinação à cidade espanhola de Santiago de Compostela, onde João Paulo II perguntou-lhes: “Por que vieram aqui os jovens dos anos 90, do século 20? Não sentis em vós o espírito do mundo?”

    Depois da queda do Muro

    Em 1991, 1,5 milhão de participantes participaram da Jornada no santuário mariano da cidade polonesa de Czestochowa. Depois da queda da “cortina de ferro”, essa foi a primeira ocasião em que os jovens do Leste Europeu puderam participar sem problemas do evento. “O Velho Continente aposta em vós, jovens da Europa Oriental e Ocidental, para construir esta ‘casa comum’ que deve contribuir para um futuro de solidariedade e de paz. (...) Para a prosperidade das gerações vindouras, é preciso que a nova Europa se baseie no fundamento dos valores espirituais que constituem o núcleo mais íntimo de sua tradição cultural”, disse o Papa.

    Meio milhão de jovens encontraram o Papa João Paulo II em 1993, na cidade americana de Denver. Diante do impressionante cenário das Rocky Mountains, o Papa chamou os jovens: “Não apagueis a vossa consciência! A consciência é o verdadeiro coração e a parte sacrossanta da pessoa humana, onde se está somente com Deus... Não tenhais medo de sair às ruas e de dirigir-vos ao público... Não é hora de ter vergonha do Evangelho... Não temais abandonar uma vida confortável e acomodada e responder ao desafio de fazer Cristo conhecido na ‘metrópole’ moderna”.

    O maior encontro de todos os tempos teve lugar em 1995, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em Manila (Filipinas): 4 milhões de jovens aplaudiram o Papa que evocava a relação com o próximo: “Sois capazes de oferecer vós mesmos, vossas forças e vossos talentos para o bem dos demais? Sois capazes de amar? Sim, vós sois. A Igreja e a sociedade podem colocar grandes esperanças em cada um de vós”.

    Em 1997, foram muitos jovens que responderam ao convite do Papa para a Jornada em Paris, que terminou com um evento reunindo quase um milhão de pessoas. Lá, João Paulo II deu um testemunho vivo aos jovens: “Vosso caminho não termina aqui. O tempo não pára no hoje. Saiam às ruas do mundo, às ruas da humanidade e fiquem unidos à Igreja de Jesus Cristo!"

    O Jubileu das Jornadas

    O Jubileu do ano 2000 converteu-se também no jubileu das Jornadas Mundiais da Juventude. Quase 2 milhões de jovens reuniram-se em Roma para estar com o Emanuel, Deus conosco, e ouvirem o chamado à santidade do papa: “Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milênio! Sede contemplativos e amantes da oração, coerentes com a vossa fé e generosos no serviço aos irmãos, membros vivos da Igreja e artífices de paz..”

    A cidade canadense de Toronto foi o palco do encontro de 2002 onde 800 mil pessoas encontraram-se para a última Jornada com o peregrino João Paulo II. O Papa lembrou a todos que o espírito jovem é algo que não pode ser sufocado: “Vós sois jovens e o Papa é idoso, e ter 82 ou 83 anos não é a mesma coisa que ter 22 ou 23. Todavia, ele continua a identificar-se plenamente com as vossas esperanças e as vossas aspirações. Juventude de espírito, juventude de espírito! Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens.”

    Em sua despedida o papa preparou os jovens para o encontro na Alemanha: “Na impressionante Catedral de Colônia veneram-se os Três Reis Magos, os órfãos do Oriente que se deixaram guiar pelas estrelas que os levaram até Cristo Jesus. Vossa peregrinação a Colônia começa hoje. Cristo vos espera lá para celebrar a 20ª Jornada Mundial da Juventude”. (...)

    Com Bento e a benção de João Paulo

    A Jornada de 2005, em Colônia, na Alemanha, foi a primeira com dois papas: um com os jovens em Marienfeld (Campo de Maria) e outro intercedendo pelo encontro lá do céu. Mais de um milhão de jovens se ajoelharam junto com Bento XVI na vigília de 20 de agosto, repetindo o gesto dos Três Reis Magos que saíram do Oriente para adorar o Emanuel.

    O encontro mundial dos jovens seguinte com o sucessor de Pedro foi em Sydney, em julho de 2008, como o Papa Bento XVI anunciou: “eu estou feliz em anunciar que a próxima Jornada Mundial da Juventude ocorrerá em Sydney, Austrália, em 2008. Nós confiamos à maternal orientação de Maria Santíssima o curso futuro dos jovens de todo mundo”. A JMJ da Austrália não foi a maior de todas, mas encheu com a graça do Espírito Santo a sociedade australiana, muito marcada pelo ateísmo. Foi uma renovação na igreja local, vinda pelo Rosto Jovem do Corpo de Cristo!

    Madri abre suas portas!

    Pela primeira vez na história, um mesmo bispo será o anfitrião de duas Jornadas Mundiais da Juventude. O cardeal de Madri, Antônio Maria Rocco Varela, era bispo de Santiago de Compostela durante a JMJ de 1989, e agora se prepara para acolher na capital espanhola o Santo Padre e os milhares de jovens que irão se reencontrar com o Cristo na maior celebração da juventude que existe! Eu estarei lá, estou certo que você também irá!

    in site: http://www.jmjbrasil.com.br/jmj/

    postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Comtemporânea