quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Desemprego é fenômeno da população mais jovem
A reportagem é da Agência Estado, 16-02-2011.
Embora esse grupo responda por apenas cerca de 30% da amostra do instituto, perfazem 54% dos desempregados. A pesquisa detectou que cerca de 45% dos desempregados está procurando trabalho há mais de seis meses. Dentro deste grupo, quase um quarto das pessoas está na condição de desempregado há mais de um ano.
"Uma parcela importante dos desempregados encontra-se, portanto, exposta ao desemprego de longa duração, situação preocupante tendo em vista a possível perda de habilidades e vínculos profissionais que daí decorre", afirmou a sondagem do Ipea.
Marques salientou, porém, que a cobertura do seguro-desemprego é de no máximo cinco meses, com média de quatro meses, o que identifica uma lacuna em termos de proteção social. "O seguro-desemprego deixa de cobrir uma parcela significativa de pessoas e é uma questão que se precisa estudar", afirmou o técnico do Ipea à imprensa.
A pesquisa verificou também que as expectativas salariais para esse grupo de pessoas são relativamente baixas, já que mais de 40% dos participantes responderam aceitar um valor igual ou até menor do que o salário mínimo atual (R$ 510). Cerca de um quarto dos entrevistados identificaram a falta de qualificação ou experiência como o principal obstáculo nas seleções de emprego.
Negócio próprio
Poucos participantes da pesquisa, segundo o Ipea, mencionaram o desejo de abrir um negócio próprio, que seria uma alternativa ao emprego assalariado. "Em outros países, esta resposta provavelmente teria um peso maior. No Brasil, a porcentagem é baixa", comparou Amorim.
Segundo ele, o peso da situação da economia é um dos itens mais importantes para se ampliar o mercado de trabalho na avaliação dos que participaram da pesquisa do instituto. "Há a percepção de que a economia crescendo, com pessoas comprando, é muito mais importante para melhorar a situação do que o crédito e os impostos", explicou.
Dos que atuam por conta própria, o Ipea identificou que é baixa a contribuição com a Previdência Social. Para a maioria, porém, a não contribuição tem uma explicação clara: a consideração de que o rendimento é baixo. "Resumidamente, dizem que não têm renda para contribuir. Isso dá para ver como a questão da renda é importante. Apenas 6% acham que o valor pago pelo benefício é baixo. Ou seja, as pessoas querem contribuir, mas acham que não tem renda para tal", observou Amorim.
Para ler mais:
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O trabalho visto a partir dos jovens pobres. Entrevista especial com André Langer
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Baixa qualificação faz com que desemprego seja maior entre os mais pobres
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Pobres representam quase 55% dos desempregados
in Instituto Humanitas Unisinos, dia 17 de fevereiro de 2011.
Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporânea.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
O estado das universidades brasileiras
Nossa juventude está sendo bombardeada por mensagens que endeusam o chamado "empreendedorismo". Os recipientes são estudantes das engenharias e ciências da computação, como também físicos, químicos e biólogos. Os apelos ao empreendedorismo deixam de mencionar que uma empresa de base tecnológica depende do aparecimento de uma idéia que não surge do ar, mas é pacientemente garimpada entre princípios científicos, experimentos e, principalmente, conhecimento de causa. O artigo é de Maurizio Ferrante.
Maurizio Ferrante (*)
Depoimento de um experiente leitor de quadros de avisos
Uma fonte de informações interessantes do estado atual da academia é representada pelos quadros de avisos de universidades. Entre anúncios tipo - aluga-se vaga em república feminina, vendem-se bicicleta com 12 marchas, geladeira semi-nova e um Gol 1998 em bom estado - aparecem chamadas vagamente relacionadas com estudo e carreira; por exemplo, avisos de palestras e cursos.
Um tema que vem aparecendo mais e mais nos quadros de aviso, mas também em jornais e revistas que de vez em quando se ocupam de educação e afins, é o empreendedorismo. Assim mesmo: com dois ‘és’. Todos nós sabemos do que se trata: uma atitude independente e corajosa, que pressupõe espírito de iniciativa, destemor ao risco e, por fim, conhecimento técnico, atitudes “manageriais” e um bocado de ambição.
Com minha longa experiência de quadros de aviso de universidades posso atestar que nossa juventude está sendo bombardeada por mensagens que endeusam a tal atitude. Os recipientes são estudantes das engenharias e ciências da computação, como também físicos, químicos e biólogos. Não consigo me livrar da impressão de que as mensagens carreguem a silenciosa premissa de que seguir uma carreira acadêmica ou fazer carreira, primeiro em chão de fábrica e depois em atividades mais estratégicas, seja próprio dos menos capazes. Talvez esteja sendo injusto, mas é o que implica a adjetivação utilizada, que recobre de méritos o engenheiro (ou químico, ou físico...) empreendedor, e lhe aponta como inevitável o sucesso de sua pequena empresa, invariavelmente de base científica e com grande carga de inovação.
Em torno dessa idéia, a partir de 1984 começam a nascer os parques tecnológicos, que hoje no Brasil são mais de duzentos (na minha cidade tem dois), alimentados por diversos tipos de financiamento; CNPq, Secretaria de Ciência e Tecnologia dos Estados, etc., e cujo desempenho – perdas e ganhos – nunca foi apresentado aos pagadores de imposto. Notável é a ausência quase que completa de capital de risco provindo de grandes empresas ou mesmo de investidores pessoas físicas.
Sabemos que o tempo presente é a era dos serviços, natural sucessora da era da indústria, e o empreendedorismo, alardeado como a vocação dos mais capazes, passou a formar um mercado per se, sobre o qual se pode ganhar dinheiro. Isso levou à proliferação de parques tecnológicos, incubadeiras de novas empresas e entes do tipo, que logicamente necessitam de presidentes, diretores e administradores, perpetuando-se assim o ciclo do existo porque existo e quero continuar existindo. Das empresas amparadas por esses Parques e incubadeiras sabe-se pouco, e as perguntas que se colocam são: qual a taxa de mortalidade – Suíça ou de terceiro mundo? Qual o peso econômico das empresas? Qual o seu nível tecnológico médio?
Lembro-me de quando visitei a Feira de um desses Parques, e surpreso me deparei com o estande de uma (hoje falida) fábrica de tratores exibindo o seu já então vetusto produto. Naturalmente há exceções, e muitas, e pontos de vista diferentes, mas a intenção deste artigo não é tanto discutir os prós e contras do empreendedorismo no plano econômico ou no de formador de estruturas tecnológicas consistentes, como de levantar questões sobre o efeito que esse pesadissimo marketing da carreira possa ter sobre os estudantes.
Os apelos ao empreendedorismo deixam de mencionar que uma empresa de base tecnológica depende do aparecimento de uma idéia que não surge do ar, mas é pacientemente garimpada entre princípios científicos, experimentos e, principalmente, conhecimento de causa. Lembro que em uma eleição passada, o mote que acompanhava um dos candidatos era “deixe o homem trabalhar”. Eu adaptaria essa frase aos estudantes universitários (e secundaristas também): “deixem o estudante estudar em paz”. Sem o distrair continuamente com palestras de empreendedorismo, ou de como elaborar um curriculum vitae, escrever uma patente, e coisas do tipo. Tudo isso está sendo ministrado antes do tempo, e os que seguem essa sereia (porque é mais fácil ouvi-la do que espremer o cérebro sobre um texto de termodinâmica) acabam perdendo a oportunidade de se preparar melhor e fundamentar melhor suas idéias, que aí sim serão criativas.
A falta de engenheiros no Brasil é muito grande; formamos 30.000 profissionais por ano, pouco se comparado com a China – 400 mil; Índia – 250 mil, e Coréia do Sul – país pequenino com 50 milhões de habitantes que forma 80 mil engenheiros. A urgência é grande, e uma meta da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – órgão do MEC) é a evolução daqueles 30 mil para 40 mil nos próximos três anos. Esses números dão razão à CNI (Confederação Nacional da Indústria) que prevê um excesso de 150 mil vagas em setores técnicos.
Mas além da questão quantitativa, há a qualitativa: José Roberto Cardoso diretor da Escola Politécnica da USP faz notar que "... só um entre quatro engenheiros possui formação adequada...”. De fato, dependendo de como se contam há 1.087 cursos no país, dos quais a metade em escolas particulares, e uma olhada nas notas do ENADE dessa metade explica as palavras do professor.
Se ainda por cima desviamos antes do tempo um porcentual de estudantes desse mercado, e o distraímos com falsas e anti - tempo preocupações, não estamos colaborando muito com a solução dos problemas, estamos?
(*) Professor do Departamento de Engenharia de Materiais, na Universidade Federal de São Carlos.
Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporânea
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Especialistas em Juventude debatem Juventude, Instituições e novas formas de Engajamento Juvenil
A relação dos adolescentes e jovens com as Instituições formais da sociedade (como família, Igreja e Escola) e também as próprias organizações juvenis e suas mobilizações desinstitucionalizadas têm sido debatidas no Curso de Especialização em Juventude no Mundo Contemporâneo, na disciplina Instituições e Formação de Jovens, ministrada pela Professoa Vanildes Gonçalves dos Santos. Para aprofundar o debate, a 6ª Turma do Curso, que faz o terceiro e último módulo presencial no mês de janeiro, participou, nesta segunda-feira (17) de um painel sobre experiências juvenis na organização de suas próprias instituições ou ações coletivas. Participaram do painel Marcelo Perilo, representante do coletivo “Colcha de retalhos: a UFG saiu do armário”, um grupo que atua com questões sobre sexualidade, identidade de gênero e combate a homofobia. Lázaro Rodrigues, da “Associação Cultural de Bonfinópolis - Cultura 36”, que promove atividades culturais com jovens do município. Hélio Martins, Hermínia Carvalho, Karina e Gilmar do “INSEJ” (Instituto Socio-educativo Juvenil), ONG que realiza atividades culturais e educacionais com jovens.
Dentre os muitos desafios apresentados pelos/as jovens, a gestão das organizações destaca-se. Os/as jovens apresentaram suas dificuldades com os esquemas burocráticos que atravessam as instituições, na busca por recursos e organização estrutural. Há ainda a busca de outros modelos de organização que não sintonizam com os modelos hierárquicos das instituições tradicionais. É o caso do Grupo “Colcha de Retalhos”, que se organiza como um coletivo, numa estrutura horizontal sem hierarquias, o que, segundo Marcelo, tem ônus e bônus. "Não fomos cooptados por nenhuma instituição nem fomos instrumentalizados por nenhum movimento social ou partido político, mas temos dificuldades de conseguir recursos por não ter um cnpj", diz.
Vencer a desconfiança do mundo adulto e conquistar credibilidade é outro desafio trazido por alguns dos/as jovens. As dificuldades de relação com as instituições formais, como o Estado e a Igreja são trazidas por eles/as. Ao mesmo tempo, ao falar da origem de suas motivações para organizar seus grupos, Lázaro e Hélio falam da Pastoral da Juventude e Pastoral da Juventude do Meio Popular, organizações da Igreja Católica, e Marcelo fala da Universidade, outra instituição tradicional. Apresentam, no entanto, as dificuldades de conciliação com a estrutura eclesial e os interesses e as formas de organizar seus grupos. Sobre sua filiação religiosa, Lázaro afirma "não me sinto Igreja, me sinto cristão".
As organizações dos/as jovens são marcadas por alguns traços que possibilitam confrontar os modelos tradicionais das agências socializadoras: família, escola e Igreja.
A própria iniciativa
As organizações juvenis partem de iniciativas problematizadoras deles/as próprios/as, a partir de temas e demandas que os/as tocam de alguma forma. "Os primeiros projetos nossos eram nossos próprios anseios, como fazer cursinho pré-vestibular". São organizações que ganham significados deles/as mesmos, enquanto família, Igreja e escola são instituições imbuídas de significados históricos, que os precedem.
Os sonhos e a percepção de um modelo de sociedade marcam as ações desses/as jovens e pautam novidades temáticas para o mundo do qual desejam fazer parte. "A discussão da sexualidade precisa ser considerada tão importante quanto outras categorias para compreensão da sociedade: trabalho, gênero e classe", comenta Marcelo.
Os/as jovens apresentam elementos de suas organizações que revelam marcas das novidades e continuidades na organização institucional. A formação de redes, a laicidade e suprapartidarismo são marcas das novas formas de organização, presentes de modo especial nas organizações juvenis. Ao mesmo tempo, as marcas da burocracia e da hierarquia seguem marcando algumas dessas organizações, seja por não os questionarem devido às obrigações jurídicas às quais estão atreladas as possibilidades de captação de recursos. As novidades, no entanto, têm impactado, inclusive, a proposição das políticas públicas, seja no que diz à captação de recursos, ou nos canais abertos de diálogo com os poderes instituídos.
Sobre a Especialização: O Curso de Pós-graduação é realizado pela Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude, sob coordenação da Casa da Juventude Pe. Burnier. Mais informações, acesse: www.pos.redejuventude.org.br.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Juventude em face da Globalização
E para provocar essa temática, "um tira gosto" que apresenta algumas tendências da cultura juvenil no contexto da globalização.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
carta a mãe africa
Documentário que trata sem rodeios a questão racial no Brasil, os vários mitos para se tentar driblar a noção de racismo, as tentativas de se sabotar a compensação ou outras políticas sociais que tentem reparar 400 anos de Estado escravocrata. O documentário guia-se pela letra da música "Carta A Mãe África" do rapper brasiliense GOG, seguindo para os depoimentos de artistas e intelectuais sobre a questão.
Carta A Mãe África from rafael bessa on Vimeo.
postado por Onivaldo Dyna, especializando em juventude contemporânea.
domingo, 16 de janeiro de 2011
O Estado da Arte sobre juventude na pós-graduação brasileira:Educação, Ciências Sociais e Serviço Social (1999-2006) - vols. I e II
Para baixar estes dois livros cliques nos linkes respectivos. Ter paciencia que demora um pouco.
http://www.uff.br/observatoriojovem/sites/default/files/documentos/EstadoArte-Vol-1-LivroVirtual.pdf
http://www.uff.br/observatoriojovem/sites/default/files/documentos/EstadoArte-Vol-2-LivroVirtual.pdf
Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporanea.
Diga não a "Belo Monte"
A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.
A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença –- ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte –- ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas.
Eu já assinei: e você?
Contribua para proteger o planeta com um clique!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Programa de TV QUARTO MUNDO

Olá! Aqui está nosso primeiro post do ano de 2011. É uma indicação de programa de TV feito por jovens e que vale a pena conhecer. Para quem está fora da cidade de São Paulo vale conferir o programa via internet como esta indicado no final do release feito pelo pessoal do próprio programa e que segue abaixo! Conheça tambem o Blog do Programa: http://quartomundotvusp.blogspot.com/
Bem vindo ao nosso Blog em 2011!
"Quarto Mundo é um programa de televisão feito por jovens e adolescentes moradores da Região da Grande São Paulo. Realizado pela TV USP, em parceria com a Viração, os jovens e adolescentes recebem formação especifica de audio visual, jornalismo, entre outras temáticas para realização do programa. Os participantes têm de 13 a 21 anos, e são todos e todas estudantes do Ensino Médio. E são eles e elas que constroem coletivamente cada passo do programa, desde a pauta, a apresentação e até a gravação.
Onde? Na TV USP (canal 11 da NET, 71 da TVA e 187 da TVA Digital)
Quando? quinta-feira às 22h
Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporânea.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
A História das Jornadas Mundiais da Juventude
Um convite e milhões de respostas
O ano da Juventude
A primeira Jornada Mundial da Juventude
Depois da queda do Muro
O Jubileu das Jornadas
Com Bento e a benção de João Paulo
Madri abre suas portas!
in site: http://www.jmjbrasil.com.br/jmj/
postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Comtemporânea
