quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Especialistas em Juventude debatem Juventude, Instituições e novas formas de Engajamento Juvenil
A relação dos adolescentes e jovens com as Instituições formais da sociedade (como família, Igreja e Escola) e também as próprias organizações juvenis e suas mobilizações desinstitucionalizadas têm sido debatidas no Curso de Especialização em Juventude no Mundo Contemporâneo, na disciplina Instituições e Formação de Jovens, ministrada pela Professoa Vanildes Gonçalves dos Santos. Para aprofundar o debate, a 6ª Turma do Curso, que faz o terceiro e último módulo presencial no mês de janeiro, participou, nesta segunda-feira (17) de um painel sobre experiências juvenis na organização de suas próprias instituições ou ações coletivas. Participaram do painel Marcelo Perilo, representante do coletivo “Colcha de retalhos: a UFG saiu do armário”, um grupo que atua com questões sobre sexualidade, identidade de gênero e combate a homofobia. Lázaro Rodrigues, da “Associação Cultural de Bonfinópolis - Cultura 36”, que promove atividades culturais com jovens do município. Hélio Martins, Hermínia Carvalho, Karina e Gilmar do “INSEJ” (Instituto Socio-educativo Juvenil), ONG que realiza atividades culturais e educacionais com jovens.
Dentre os muitos desafios apresentados pelos/as jovens, a gestão das organizações destaca-se. Os/as jovens apresentaram suas dificuldades com os esquemas burocráticos que atravessam as instituições, na busca por recursos e organização estrutural. Há ainda a busca de outros modelos de organização que não sintonizam com os modelos hierárquicos das instituições tradicionais. É o caso do Grupo “Colcha de Retalhos”, que se organiza como um coletivo, numa estrutura horizontal sem hierarquias, o que, segundo Marcelo, tem ônus e bônus. "Não fomos cooptados por nenhuma instituição nem fomos instrumentalizados por nenhum movimento social ou partido político, mas temos dificuldades de conseguir recursos por não ter um cnpj", diz.
Vencer a desconfiança do mundo adulto e conquistar credibilidade é outro desafio trazido por alguns dos/as jovens. As dificuldades de relação com as instituições formais, como o Estado e a Igreja são trazidas por eles/as. Ao mesmo tempo, ao falar da origem de suas motivações para organizar seus grupos, Lázaro e Hélio falam da Pastoral da Juventude e Pastoral da Juventude do Meio Popular, organizações da Igreja Católica, e Marcelo fala da Universidade, outra instituição tradicional. Apresentam, no entanto, as dificuldades de conciliação com a estrutura eclesial e os interesses e as formas de organizar seus grupos. Sobre sua filiação religiosa, Lázaro afirma "não me sinto Igreja, me sinto cristão".
As organizações dos/as jovens são marcadas por alguns traços que possibilitam confrontar os modelos tradicionais das agências socializadoras: família, escola e Igreja.
A própria iniciativa
As organizações juvenis partem de iniciativas problematizadoras deles/as próprios/as, a partir de temas e demandas que os/as tocam de alguma forma. "Os primeiros projetos nossos eram nossos próprios anseios, como fazer cursinho pré-vestibular". São organizações que ganham significados deles/as mesmos, enquanto família, Igreja e escola são instituições imbuídas de significados históricos, que os precedem.
Os sonhos e a percepção de um modelo de sociedade marcam as ações desses/as jovens e pautam novidades temáticas para o mundo do qual desejam fazer parte. "A discussão da sexualidade precisa ser considerada tão importante quanto outras categorias para compreensão da sociedade: trabalho, gênero e classe", comenta Marcelo.
Os/as jovens apresentam elementos de suas organizações que revelam marcas das novidades e continuidades na organização institucional. A formação de redes, a laicidade e suprapartidarismo são marcas das novas formas de organização, presentes de modo especial nas organizações juvenis. Ao mesmo tempo, as marcas da burocracia e da hierarquia seguem marcando algumas dessas organizações, seja por não os questionarem devido às obrigações jurídicas às quais estão atreladas as possibilidades de captação de recursos. As novidades, no entanto, têm impactado, inclusive, a proposição das políticas públicas, seja no que diz à captação de recursos, ou nos canais abertos de diálogo com os poderes instituídos.
Sobre a Especialização: O Curso de Pós-graduação é realizado pela Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude, sob coordenação da Casa da Juventude Pe. Burnier. Mais informações, acesse: www.pos.redejuventude.org.br.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Juventude em face da Globalização
E para provocar essa temática, "um tira gosto" que apresenta algumas tendências da cultura juvenil no contexto da globalização.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
carta a mãe africa
Documentário que trata sem rodeios a questão racial no Brasil, os vários mitos para se tentar driblar a noção de racismo, as tentativas de se sabotar a compensação ou outras políticas sociais que tentem reparar 400 anos de Estado escravocrata. O documentário guia-se pela letra da música "Carta A Mãe África" do rapper brasiliense GOG, seguindo para os depoimentos de artistas e intelectuais sobre a questão.
Carta A Mãe África from rafael bessa on Vimeo.
postado por Onivaldo Dyna, especializando em juventude contemporânea.
domingo, 16 de janeiro de 2011
O Estado da Arte sobre juventude na pós-graduação brasileira:Educação, Ciências Sociais e Serviço Social (1999-2006) - vols. I e II
Para baixar estes dois livros cliques nos linkes respectivos. Ter paciencia que demora um pouco.
http://www.uff.br/observatoriojovem/sites/default/files/documentos/EstadoArte-Vol-1-LivroVirtual.pdf
http://www.uff.br/observatoriojovem/sites/default/files/documentos/EstadoArte-Vol-2-LivroVirtual.pdf
Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporanea.
Diga não a "Belo Monte"
A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.
A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença –- ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte –- ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas.
Eu já assinei: e você?
Contribua para proteger o planeta com um clique!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Programa de TV QUARTO MUNDO

Olá! Aqui está nosso primeiro post do ano de 2011. É uma indicação de programa de TV feito por jovens e que vale a pena conhecer. Para quem está fora da cidade de São Paulo vale conferir o programa via internet como esta indicado no final do release feito pelo pessoal do próprio programa e que segue abaixo! Conheça tambem o Blog do Programa: http://quartomundotvusp.blogspot.com/
Bem vindo ao nosso Blog em 2011!
"Quarto Mundo é um programa de televisão feito por jovens e adolescentes moradores da Região da Grande São Paulo. Realizado pela TV USP, em parceria com a Viração, os jovens e adolescentes recebem formação especifica de audio visual, jornalismo, entre outras temáticas para realização do programa. Os participantes têm de 13 a 21 anos, e são todos e todas estudantes do Ensino Médio. E são eles e elas que constroem coletivamente cada passo do programa, desde a pauta, a apresentação e até a gravação.
Onde? Na TV USP (canal 11 da NET, 71 da TVA e 187 da TVA Digital)
Quando? quinta-feira às 22h
Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporânea.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
A História das Jornadas Mundiais da Juventude
Um convite e milhões de respostas
O ano da Juventude
A primeira Jornada Mundial da Juventude
Depois da queda do Muro
O Jubileu das Jornadas
Com Bento e a benção de João Paulo
Madri abre suas portas!
in site: http://www.jmjbrasil.com.br/jmj/
postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Comtemporânea
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
A PRÓXIMA DÉCADA NO CAMPO DA (IN)SEGURANÇA PÚBLICA
Luiz Eduardo Soares
(Publicado na Revista Época (27-dez-2010), que está nas bancas)(Ver entrevista no Programa Roda Viva da TV Cultura no ultimo dia 29 de novembro de 2010:
http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/programa/1232)
O que nos reservam os próximos dez anos? As principais tendências apontam para a nacionalização dos problemas, que deixam de ser exclusividade dos centros metropolitanos e se espalham pelo país. A epidemia das armas e, portanto, dos homicídios tem se deslocado para áreas de crescimento tardio mas acelerado, cujo desenvolvimento oferece oportunidades, ainda que o emprego para jovens continue exíguo. É o caso de cidades nordestinas e do Centro-Oeste ou do litoral fluminense, por exemplo. Se o petróleo deixou rastro de mudanças rápidas e desordenadas, aquecendo a violência (como em Macaé), o pré-sal pode intensificar esse fenômeno. As fronteiras tendem a ferver, sob a tensão dos tráficos, contrabandos e piratarias. Foz do Iguaçu é o caso emblemático. A questão do terrorismo se imporá por conta dos
eventos internacionais e também porque a precariedade de nossos controles atrairá grupos que, pressionados em suas regiões de origem, busquem um recuo tático.
Enquanto o tráfico de drogas, envolvendo controle territorial e domínio de comunidades, tende ao declínio porque é anti-econômico, além de desnecessariamente arriscado, o negócio das drogas continuará prosperando, em um formato nômade, mais leve e menos perigoso, como ocorre nas democracias mais avançadas.
A insuficiência dos salários pagos aos policiais continuará a empurrá-los para o bico na segurança privada, o que, sendo ilegal, obrigará as autoridades a conviver com o ilícito, para evitar demanda salarial e colapso orçamentário. Essa tolerância, ao gerar uma área de sombra, manterá fora do campo de fiscalização os policiais que se aproveitarem disso para provocar insegurança e vender segurança, ou para formar grupos de extermínio, ou ainda para se organizar como milícias. Tais máfias tendem, portanto, a uma expansão viral, estendendo tentáculos políticos e se infiltrando em outras instituições públicas.
O sistema político-eleitoral, como se sabe, estimula a corrupção. Nesse ambiente, os crimes de colarinho branco tem prosperado e tendem a avançar, porque as barreiras às ilegalidades, progressivamente derrubadas, abrem espaço para novas conexões entre distintos tipos de crime organizado, produzindo configurações mais complexas e ameaçadoras.
A homofobia parece ganhar força, na exata medida em que novos direitos se afirmam, suscitando reações perversas em grupos culturalmente vulneráveis aos racismos e preconceitos --o mesmo valendo para a violência de gênero e a brutalidade contra crianças. A praga do crack somada à nossa hipócrita política de drogas tendem a acelerar a criminalização da pobreza, no contexto marcado pela seletividade das ações policiais e pela profunda desigualdade no acesso à Justiça. O aumento veloz da população carcerária incrementará a degradação ainda maior do sistema penitenciário e jogará na carreira criminal mais e mais jovens presos por pequenos delitos não-violentos. A corrupção policial e a brutalidade letal, bases de sustentação de tantos crimes (a começar pelo tráfico de drogas), crescerão se forem mantidas as atuais estruturas organizacionais das polícias, refratárias à gestão racional e ao controle externo. A desvalorização da perícia, comum em boa parte do país, continuará reduzindo prisões ao flagrante e inviabilizando investigações.
As boas experiências em alguns estados, como as UPPs, e em vários municípios tendem a não se generalizar nem aprofundar, porque se realizam apesar do modelo policial e da arquitetura institucional da segurança e não graças a eles.
O que fazer para prevenir esse cenário? Sabemos que há necessidade de políticas multi-setoriais, porque os dilemas se inscrevem em diferentes dimensões da vida social, do emprego à educação. Vou me concentrar na área mais específica, avaliando o passado recente.
Os oito anos de Lula na presidência foram antecedidos pela divulgação de um plano nacional de segurança pública, que o primeiro mandato ensaiou implementar, mas optou por abandonar, e o segundo retomou, parcialmente, esvaziando-o das propostas mais ambiciosas e potencialmente geradoras de conflitos. O plano firmava o compromisso de propor ao Congresso que alterasse o artigo 144 da Constituição, transformando, assim, a arquitetura institucional da segurança pública, que priva a União de maiores
responsabilidades, exclui os municípios e condena as polícias estaduais à reatividade, à rivalidade, à repetição inercial de velhos padrões ineficazes e ilegais, ao voluntarismo espasmódico e ao descontrole. O modelo policial com duas meias polícias, a civil e a militar, impede a gestão racional, legalista e eficiente.
No segundo mandato, o ministro da Justiça, Tarso Genro, implementou o programa nacional de segurança com cidadania, destacando a prevenção e o papel dos municípios. Na secretaria nacional de segurança pública, Ricardo Balestreri criou a rede nacional de ensino em segurança pública, o mais bem sucedido esforço de qualificação dos profissionais da área. As reformas institucionais, entretanto, ficaram fora da agenda.
Impossível prever o que fará a presidente Dilma Roussef. Os governos federais –sem exceção-- têm se esquivado de enfrentar o desafio das reformas. Resta a pergunta: o Brasil, que já enfrenta tantos gargalos --infra-estrutura, educação, sistemas tributário e político--, suportaria o cenário prospectivo que expus? A próxima década parece começar sob o signo da falta de vontade política para dirigir e celebrar um pacto nacional supra-partidário em torno de transformações institucionais inadiáveis, na segurança. Por outro lado, a década promete avanços sociais e econômicos aos quais corresponderá a exigência de que as lideranças políticas (e a sociedade) encarem com mais coragem, lucidez e espírito público suas
responsabilidades. A pressão do processo histórico contra os gargalos ou nos
condena ao atraso e ao eterno retorno da violência ou nos força a encarar a
sério nossas debilidades para corrigi-las. Digo isso com otimismo, confiando
na potência criativa dessa contradição.
Postado por Onivaldo Dyna - pós-graduando em Juventude Contemporânea.
sábado, 18 de dezembro de 2010
HISTÓRIA DO NATAL DIGITAL
Como as Redes Sociais, a web e o mobile contam a História da Natividade.
O Natal através do Facebook, Twitter, YouTube, Google, Wikipedia, Google Maps, GMail, Foursquare, Amazon...
Os tempos mudam, o sentimento continua o mesmo.
postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em juventude
