sábado, 5 de janeiro de 2013
"Leve-me pra sair"
Confira aqui!
Indicação: Walderes Brito
Doutorando em Sociologia
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Globalização Comunicacional e Transformação Cultural - Jesús Martín-Barbero
Compreende-se que a globalização e cultura são dois pólos que se interligam no que diz respeito à diversidade do tempo em que vivemos. Entre tantos pontos de vista de Barbero sobre “globalização e cultura”, sintetizamos que a globalização intensifica cada vez a interdependência e as relações sociais em nível mundial. Assim, ela não significa apenas o desenvolvimento das redes sociais afastadas de nossas realidades e das preocupações individuais - é um fenômeno mundial que nos permite comunicar e fazer ressurgir o interesse pela cultura dos lugares onde vivemos.
O processo de globalização é, ao mesmo tempo, um movimento de potencialização da diferença e de exposição constante de cada cultura às outras culturas, de minha identidade àquela do outro (Barbero, p.60). Nessa dimensão, não é possível ser fiel à cultura sem transformá-la com o tempo presente da história, seja nos seus locais de vivência coletiva ou nos grandes canais de comunicação e informação mundial. Para visualizar este cenário de comunicação cultural é necessário ajustarmos as lentes e focar o olhar na direção das construções e das narrativas das novas identidades.
Por Arlete Gomes, Bruno Ramos e Rafael Correa.
Homicídios de crianças, adolescentes e jovens: vergonhoso recorde brasileiro
A publicação de 2012 do Mapa da Violência no Brasil, analisando dados relativos ao ano 2010, tematiza o segmento de crianças, adolescentes e jovens, com dados que apontam a tendência de crescimento das mortes violentas dessa população, com percentuais muitas vezes mais elevados do que os indicadores de violência relativas à população brasileira no seu conjunto. Leitura obrigatória para Hildete Emanuele, pesquisadora do extermínio de jovens em bairros da periferia de Salvador, BA, e para todas as pessoas que pesquisam, atuam ou se interessam pela condição de crianças, adolescentes e jovens no Brasil.Clique aqui para acessar o documento completo!
Indicação: Walderes Brito
Doutorando em Sociologia, UFG.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
De que comunicação estamos falando?
Pensar em "comunicação" implica remeter-se aos três discursos que
estão presentes nesta "comum-ação":
- O discurso lúdico: é mais aberto e dá possibilidade de várias interpretações;
- O discurso polêmico: aumenta o grau de persuasão. Os conceitos
- O discurso autoritário: é a formação discursiva por excelência
persuasiva. É nesta forma discursiva que o poder mais escancara suas
formas de dominação. A sociedade moderna está impregnada desta marca
do discurso.
Estes discursos não necessariamente são identificados de forma isolada
na comunicação - eles podem ser paralelos.
Por Gislene Danielski e Luciana Rodrigues.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
O que fazer agora?
Junto com o cronograma, que está nos últimos slides, segue finalmente a apresentação completa dos diversos pontos trabalhados na disciplina. Relativo à organização do tempo, o convite é para que você integrar a pesquisa ao seu cotidiano, evitando que as atividades programadas caiam no esquecimento ou sejam feitas às pressas e sem o rigor, o empenho e a qualidades necessários.- Apresentação completa sobre projeto de pesquisa.
- Modelo de apresentação do projeto de pesquisa para alunos/as desta disciplina.
"Com que roupa eu vou?..."
Geralmente chamada de "metodologia", esta seção de um projeto de pesquisa apresenta o caminho a ser seguido tanto para a obtenção quanto para a interpretação dos dados da sua investigação. Ela pode ser mais ou menos complexa, dependendo do nível de pesquisa que será realizada. No caso da Pós-graduação em juventude, é suficiente apresentar as técnicas que serão empregadas, sem esquecer porém dar as razões das escolhas. É fundamental que seja explicitado porque, na sua opinião, essa é a melhor maneira de obter dados para responder o seu problema de pesquisa.Com quem estou e onde quero chegar?
Em um projeto de pesquisa, o objetivo é uma espécie de promessa antecipada do que o trabalho concluído vai oferecer aos leitores. É preciso ter cuidado para não prometer algo que não possa ser cumprido em um trabalho monográfico escrito. E o referencial teórico é o lugar para dizer a quais autores e autoras você está alinhado/a em relação aos conceitos fundamentais da sua pesquisa. No caso da Pós-graduação em Juventude, o referencial ou revisão bibliográfica deve ter um espaço também para apresentar as obras que foram identificadas e que serão lidas nos próximos meses.Para conferir outras dicas, clique aqui!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Será que vale a pena?
Seguem os materiais apresentados na terceira aula de "Metodologia de pesquisa em juventude", da Especialização em juventude no mundo contemporâneo, cujo foco recaiu sobre a justificativa do projeto:- Referências para avaliação da justificativa do projeto.
- Primeira apresentação sobre a técnica de entrevista.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Qual é o seu problema?
Na segunda aula de metodologia, as conversas giraram em torno da formulação dos problemas de pesquisa e das técnicas de estudo bibliográfico e análise documental. Abaixo estão disponíveis alguns materiais desta aula e na coluna à direita, abaixo dos seguidores deste blog, foi criada uma seção para apresentação de fontes confiáveis de pesquisa. Começamos com as sugestões biblioteconomista Lana, responsável pelo Centro de Estudos e Documentação pe. Albano Trinks, Cedoc da Casa da Juventude. Envie também as suas sugestões para constituirmos uma base de dados em pesquisa sobre adolescência e juventude.terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Qual o seu objeto de pesquisa?
Depois de nos indagarmos bastante a respeito da questão acima, na primeira aula de "Metodologia da pesquisa em juventude", cumpro o meu acordo de partilhar os materiais listados abaixo:- Apresentação utilizada na aula;
- Lista dos orientadores, para que vocês analisem os seus respectivos currículos na Plataforma Lattes. Para realizar a pesquisa, lembre de mudar a opção "doutores" para os professores que não tenham essa titularidade.
- A organização dos seminários sobre técnica de pesquisa.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Programa de Metodologia

quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
A Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude oferece a pós-graduação: Juventude no Mundo Contemporâneo, sob a coordenação da Casa da Juventude Pe. Burnier - CAJU.
Esta especialização surge das demandas e dos desafios que emergem na prática cotidiana com os/as jovens, nas atividades educativas formais e não formais. Atuar com os/as jovens exige competência conceitual e metodológica que assegure conhecimento sobre as dimensões sociais, culturais, econômicas e políticas da condição juvenil. A Pós-Juventude considera a cultura juvenil e o jovem como protagonista social, buscando novos referenciais para a garantia de direitos e a construção de “um outro mundo possível”.
OBJETIVOS
LOCAL
Goiânia – Goiás / Brasil
DESTINATÁRIOS
Profissionais vinculados às áreas de educação, serviço social, psicologia, sociologia, direito, agentes de pastoral, gestores de políticas públicas, escolas e projetos sociais, Conselheiros/as Tutelares e de Direito, e outras áreas afins ao campo juvenil.
INVESTIMENTO
R$ 4.260,00 - 12 parcelas de R$ 355,00
DURAÇÃO
Módulo I – 09 a 27 de janeiro de 2012
Módulo II - 02 a 26 de julho de 2012
Módulo III - 07 a 25 de janeiro de 2013
FREQUÊNCIA E CARGA HORÁRIA
Aulas em período integral: 2ª a 6ª feira, das 08:00h às 12h e das 14h às 18h. E aos sábados, das 08:00h às 12h. De acordo com a Resolução nº 01/2001 do Conselho Nacional de Educação, a frequência mínima é de 75% (setenta e cinco por cento). Nota mínima 7,0 (sete).
Carga horária: 410 horas
DISCIPLINAS
Juventude Comunicação e Linguagem 30h
Contemporaneidade e Juventude 20h
O/a Educador/a de Adolescentes e Jovens 20h
Gênero e Etnia 28h
História dos Jovens na América Latina 30h
Instituições e Formação de Jovens 28h
Juventude e Religião 20h
Metodologia de Pesquisa em Juventude 28h
Metodologia do Trabalho com a Juventude 28h
Políticas Públicas de Juventude 28h
Psicologia da Adolescência e Juventude 28h
Saúde do Adolescente e da Juventude 30h
Socialização de monografia, artigo 16h
Sociologia da Juventude 28h
Seminário 12 anos da Pós-Juventude 24h
Monografia/Artigo 24h
Visitas de Campo
CORPO DOCENTE
Alexandre Piero (Especialista em Juventude)
Carmem Lúcia Teixeira (Mestra em Ciências da Religião)
Flávio Munhoz Sofiati (Doutor em Ciências Sociais)
Hilário Henrique Dick (Doutor em Letras)
Janira Sodré Miranda (Doutora em História)
Liciana Caneschi (Doutoranda em Psicologia)
Janaina Firmino (Especialista em Juventude)
Fabiane Asquidamini (Especialista em Juventude)
Renato Souza Almeida (Mestre em Ciências Sociais)
Rezende Bruno de Avelar (Doutorando em Sociologia)
Vanildes Gonçalves dos Santos (Mestra em Ciências Sociais)
Walderes Lima Brito (Doutorando em Sociologia)
Solange dos Santos Rodrigues (Mestra em Sociologia)
Gardene Leão de Castro Mendes (Mestra em Educação)
Wolney Fernandes de Oliveira (Mestre em Cultura Visual)
Convidados/as
VAGAS
O curso oferece 40 vagas
REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO
- Duas fotos 3x4
- Preenchimento da ficha de inscrição
- Cópia autenticada do diploma de graduação ou declaração de conclusão do curso
- Cópia autenticada da carteira de identidade e CPF
- Cópia de Comprovante de endereço
- Cópia do Curriculum Lattes
- Pré-projeto: tema, objeto, justificativa, objetivo geral, objetivos especifico, referencial teórico e bibliográfico, metodologia, cronograma. Fonte: Times New Roman, tamanho 12, espaço 1,5, mínimo de 06 páginas e máximo 10.
- Ficha de inscrição (www.casadajuventude.org.br), link da pós-juventude
INSCRIÇÕES
Até 15 de outubro de 2011
Taxa de inscrição: R$ 40,00
CONTA BANCÁRIA
Banco do Brasil - Favorecido: AJEAS – Especialização Juventude - Agencia: 3311-1 Conta Corrente: 526792-7 Enviar cópia do comprovante de pagamento da inscrição para a Secretaria.
SELEÇÃO
Período: 16 e 19/10/2011 Resultado: 20/10/2011
Secretaria de Pós-Juventude
11ª. Avenida, 953, Setor Universitário. CEP- 74605-060 - Goiânia - Goiás - Brasil
Fone: (62) 4009-0339 / Fax: (62) 4009-0315
E-mail: posjuventude@casadajuventude.org.br
Site: www.casadajuventude.org.br
COORDENAÇÃO
Casa da Juventude Pe. Burnier – CAJU – Goiânia - GO
27 anos de experiência na Formação, Assessoria e Pesquisa sobre Juventude
COORDENADOR DO CURSO:
Ms. Lourival Rodrigues da Silva
SECRETÁRIA:
Erika Pereira dos Santos
PROMOÇÃO
REDE BRASILEIRA DE CENTROS E INSTITUTOS DE JUVENTUDE
Apoio e serviço às organizações de juventude através da formação, assessoria e pesquisa.
Documentos da Pós em Juventude:
terça-feira, 19 de abril de 2011
A Juventude Quer Viver - Condição Juvenil e Redes de Proteção em Goiás
As Editoras Casa da Juventude e PUC Goiás lançam o livro “A JUVENTUDE QUER VIVER - CONDIÇÃO JUVENIL E REDES DE PROTEÇÃO EM GOIÁS”, 2º volume da coleção “Juventude e Perspectivas”, organizado por Carmem Lúcia, Lourival Rodrigues e Mirian Fábia.
O livro faz um cruzamento de dois olhares: o da juventude com o seu modo de ser, suas alegrias, medos e perguntas; e o dos pesquisadores/as, com análise de dados, escuta dos/as jovens e as reflexões da pertinência da temática na academia goiana.
A obra faz a socialização de parte da pesquisa “Organizações Juvenis e Redes de Proteção Social: o caso dos grupos de jovens envolvidos com a Campanha ‘A Juventude Quer Viver’”, realizada pelo Setor de Pesquisa da Casa da Juventude Pe. Burnier, Pontifícia Universidade Católica de Goiás e Universidade Federal de Goiás.
A pesquisa filia-se à Rede de Educação de Jovens e Adultos e Formação Profissional, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG). Chamada Pública n. 007/2008. Programa de Fortalecimento da Ciência: pesquisa em Gênero, Relações Étnico-Raciais e Grupos Sociais.
Estudiosos/as, pessquisadores/as e assessores/as que trabalham com jovens não podem deixar de conhecer a publicação!
Investimento: R$ 16,00.
As encomendas podem ser feitas na Casa da Juventude: recepcao@casadajuventude.org.br ou (62) 4009-0339.
Maiores informações também podem ser obtidas neste contato.
Condição Juvenil em Goiás: uma pesquisa em caminho
Aconteceu, na CAJU, no dia 13 de abril, o primeiro Seminário sobre A Condição Juvenil em Goiás, parte de um processo mais amplo que acontece na instituição. A realização do evento é parte da tarefa do acompanhamento aos projetos da Casa, de modo especial aos sujeitos destinatários dos projetos. E, também, de uma pesquisa iniciada em 2009, sobre a Condição Juvenil em Goiás, com uma primeira parte concluída com o apoio da FAPEG, através da Rede de Pesquisadores (CAJU, PUC e UFG). No início deste ano, foi publicado um livro com vários artigos e um DVD, um livro com o resultado das Rodas de Conversas que tratou do tema “Como é ser jovem hoje”.
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Na parte da manhã, aconteceu um encontro com os/as responsáveis pelo projeto de Afetividade e Sexualidade para refletir os possíveis caminhos para os dados organizados. O grupo apresentou a coleta de informações realizada no Seminário dos 18 anos do curso. Os dados estão tabulados e já há no grupo um desejo de conhecer melhor a ação que desenvolvem em mais de 20 anos do projeto. A equipe está em fase de organizar o projeto discutindo quais categorias deseja aprofundar e qual é o foco da reflexão. Eles/as irão definir esta temática e apresentar o caminho e também vão sugerir o processo de elaboração e produção de produtos a partir desta investigação. Pontuou-se o desejo de envolver outras pessoas para a busca de dados e elaboração da reflexão: estado da arte da afetividade e sexualidade, conceito de afetividade...
Na parte da tarde, participaram 10 pessoas, responsáveis pelos projetos, coordenação do núcleo de formação e coordenação geral. Este exercício, em sintonia com o Projeto Político Pedagógico, elaborado coletivamente pelos/as educadores/as da CAJU, neste ano, vai criando força e gerando maior unidade na ação. O desejo de ampliar o nosso conhecimento sobre os/as adolescentes e jovens para que a ação desenvolvida em cada um dos projetos desenvolva processos educativos que sejam críticos, criativos e cuidantes e, de tal modo, que gere autonomia nos sujeitos jovens provocando a transformação de suas vidas e do contexto social que lhes tocam viver. Tarefa prioritária é preparar educadores/as para o trabalho com a juventude.
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Os/as adolescentes e jovens que frequentam os projetos oferecidos na CAJU são de várias cidades do Brasil, caracterizando seu alcance nacional, porém as cidades de maior presença são: Goiânia, Aparecida e Senador Canedo. Também se constata pelos dados que a maioria é de adolescentes negros, pardos e mulatos, abaixo de 18 anos, mulheres e com rendimento abaixo de 2 salários mínimos. Estes dados se referem aos projetos que já iniciaram em 2011; ou seja, 6 projetos tanto de atendimento direto como da formação de lideranças que também atendem à Política Social de Assistência e à ação pastoral junto à juventude. Estas informações preliminares que fazem parte da ação do acompanhamento dos/as jovens e de suas condições familiares, de escolaridade e de trabalho vão provocando em nós, educadores/as, temas que necessitam ser pautados, tais como: a questão da raça, o debate sobre a questão de gênero, o papel da mulher na sociedade, a questão da religião, dos projetos de vida, dos direitos sociais, entre outros, que tocam a vida dos/as adolescentes e jovens que participam de nossos projetos para que a ação da CAJU provoque intervenções concretas em suas vidas e no contexto onde estão inseridos/as.
Esse caminho de conhecimento sobre a condição juvenil tem, ao longo de 2011, várias atividades, assim como os dados devem ser mais bem tratados e organizados, inclusive com outros instrumentos junto a cada um dos projetos. Em maio está previsto um segundo momento de estudo coletivo, nos dias 11 e 12, quando será retomada a pesquisa realizada em 2010 através dos instrumentos produzidos (livro e DVD) através da rede de pesquisadores que está constituída sobre o tema.
Carmem Lucia Teixeira
Coordenação do Núcleo de Formação da CAJU
MANIFESTO CONTRA A VIOLÊNCIA E EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS
Com o objetivo de denunciar uma série de crimes praticados por grupos de extermínio em Goiás e exigir do poder público medidas urgentes no que se refere à proteção de militantes de direitos humanos que vêm sendo ameaçados na região, foi lançado, na última sexta-feira (15/04), em Brasília, o Manifesto contra a Violência e em Defesa dos Direitos Humanos em Goiás.
Participe! clique aqui
Maria das Graças Figueiredo da Silva
Pós graduanda em Juventude no Mundo Contemporâneo
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
MJ divulga Mapa da Violência 2011
Elaborado pelo Instituto Sangari, em parceria com o Ministério da Justiça, o estudo traz um diagnóstico sobre como a violência tem levado à morte brasileiros, especialmente os jovens, nos grandes centros urbanos e também no interior.
Coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, o estudo servirá de subsídio a políticas públicas de enfrentamento à violência. O estudo, que tem como fonte os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, aponta o crescimento das mortes de jovens por homicídio, acidentes de trânsito e suicídio.
Versão completa (PDF - 3.4MB)
Sumário executivo (PDF - 2.1MB)
postado por Onivaldo Dyna, pós-granduando em juventude contemporânea.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Desemprego é fenômeno da população mais jovem
A reportagem é da Agência Estado, 16-02-2011.
Embora esse grupo responda por apenas cerca de 30% da amostra do instituto, perfazem 54% dos desempregados. A pesquisa detectou que cerca de 45% dos desempregados está procurando trabalho há mais de seis meses. Dentro deste grupo, quase um quarto das pessoas está na condição de desempregado há mais de um ano.
"Uma parcela importante dos desempregados encontra-se, portanto, exposta ao desemprego de longa duração, situação preocupante tendo em vista a possível perda de habilidades e vínculos profissionais que daí decorre", afirmou a sondagem do Ipea.
Marques salientou, porém, que a cobertura do seguro-desemprego é de no máximo cinco meses, com média de quatro meses, o que identifica uma lacuna em termos de proteção social. "O seguro-desemprego deixa de cobrir uma parcela significativa de pessoas e é uma questão que se precisa estudar", afirmou o técnico do Ipea à imprensa.
A pesquisa verificou também que as expectativas salariais para esse grupo de pessoas são relativamente baixas, já que mais de 40% dos participantes responderam aceitar um valor igual ou até menor do que o salário mínimo atual (R$ 510). Cerca de um quarto dos entrevistados identificaram a falta de qualificação ou experiência como o principal obstáculo nas seleções de emprego.
Negócio próprio
Poucos participantes da pesquisa, segundo o Ipea, mencionaram o desejo de abrir um negócio próprio, que seria uma alternativa ao emprego assalariado. "Em outros países, esta resposta provavelmente teria um peso maior. No Brasil, a porcentagem é baixa", comparou Amorim.
Segundo ele, o peso da situação da economia é um dos itens mais importantes para se ampliar o mercado de trabalho na avaliação dos que participaram da pesquisa do instituto. "Há a percepção de que a economia crescendo, com pessoas comprando, é muito mais importante para melhorar a situação do que o crédito e os impostos", explicou.
Dos que atuam por conta própria, o Ipea identificou que é baixa a contribuição com a Previdência Social. Para a maioria, porém, a não contribuição tem uma explicação clara: a consideração de que o rendimento é baixo. "Resumidamente, dizem que não têm renda para contribuir. Isso dá para ver como a questão da renda é importante. Apenas 6% acham que o valor pago pelo benefício é baixo. Ou seja, as pessoas querem contribuir, mas acham que não tem renda para tal", observou Amorim.
Para ler mais:
*
O trabalho visto a partir dos jovens pobres. Entrevista especial com André Langer
*
Baixa qualificação faz com que desemprego seja maior entre os mais pobres
*
Pobres representam quase 55% dos desempregados
in Instituto Humanitas Unisinos, dia 17 de fevereiro de 2011.
Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporânea.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
O estado das universidades brasileiras
Nossa juventude está sendo bombardeada por mensagens que endeusam o chamado "empreendedorismo". Os recipientes são estudantes das engenharias e ciências da computação, como também físicos, químicos e biólogos. Os apelos ao empreendedorismo deixam de mencionar que uma empresa de base tecnológica depende do aparecimento de uma idéia que não surge do ar, mas é pacientemente garimpada entre princípios científicos, experimentos e, principalmente, conhecimento de causa. O artigo é de Maurizio Ferrante.
Maurizio Ferrante (*)
Depoimento de um experiente leitor de quadros de avisos
Uma fonte de informações interessantes do estado atual da academia é representada pelos quadros de avisos de universidades. Entre anúncios tipo - aluga-se vaga em república feminina, vendem-se bicicleta com 12 marchas, geladeira semi-nova e um Gol 1998 em bom estado - aparecem chamadas vagamente relacionadas com estudo e carreira; por exemplo, avisos de palestras e cursos.
Um tema que vem aparecendo mais e mais nos quadros de aviso, mas também em jornais e revistas que de vez em quando se ocupam de educação e afins, é o empreendedorismo. Assim mesmo: com dois ‘és’. Todos nós sabemos do que se trata: uma atitude independente e corajosa, que pressupõe espírito de iniciativa, destemor ao risco e, por fim, conhecimento técnico, atitudes “manageriais” e um bocado de ambição.
Com minha longa experiência de quadros de aviso de universidades posso atestar que nossa juventude está sendo bombardeada por mensagens que endeusam a tal atitude. Os recipientes são estudantes das engenharias e ciências da computação, como também físicos, químicos e biólogos. Não consigo me livrar da impressão de que as mensagens carreguem a silenciosa premissa de que seguir uma carreira acadêmica ou fazer carreira, primeiro em chão de fábrica e depois em atividades mais estratégicas, seja próprio dos menos capazes. Talvez esteja sendo injusto, mas é o que implica a adjetivação utilizada, que recobre de méritos o engenheiro (ou químico, ou físico...) empreendedor, e lhe aponta como inevitável o sucesso de sua pequena empresa, invariavelmente de base científica e com grande carga de inovação.
Em torno dessa idéia, a partir de 1984 começam a nascer os parques tecnológicos, que hoje no Brasil são mais de duzentos (na minha cidade tem dois), alimentados por diversos tipos de financiamento; CNPq, Secretaria de Ciência e Tecnologia dos Estados, etc., e cujo desempenho – perdas e ganhos – nunca foi apresentado aos pagadores de imposto. Notável é a ausência quase que completa de capital de risco provindo de grandes empresas ou mesmo de investidores pessoas físicas.
Sabemos que o tempo presente é a era dos serviços, natural sucessora da era da indústria, e o empreendedorismo, alardeado como a vocação dos mais capazes, passou a formar um mercado per se, sobre o qual se pode ganhar dinheiro. Isso levou à proliferação de parques tecnológicos, incubadeiras de novas empresas e entes do tipo, que logicamente necessitam de presidentes, diretores e administradores, perpetuando-se assim o ciclo do existo porque existo e quero continuar existindo. Das empresas amparadas por esses Parques e incubadeiras sabe-se pouco, e as perguntas que se colocam são: qual a taxa de mortalidade – Suíça ou de terceiro mundo? Qual o peso econômico das empresas? Qual o seu nível tecnológico médio?
Lembro-me de quando visitei a Feira de um desses Parques, e surpreso me deparei com o estande de uma (hoje falida) fábrica de tratores exibindo o seu já então vetusto produto. Naturalmente há exceções, e muitas, e pontos de vista diferentes, mas a intenção deste artigo não é tanto discutir os prós e contras do empreendedorismo no plano econômico ou no de formador de estruturas tecnológicas consistentes, como de levantar questões sobre o efeito que esse pesadissimo marketing da carreira possa ter sobre os estudantes.
Os apelos ao empreendedorismo deixam de mencionar que uma empresa de base tecnológica depende do aparecimento de uma idéia que não surge do ar, mas é pacientemente garimpada entre princípios científicos, experimentos e, principalmente, conhecimento de causa. Lembro que em uma eleição passada, o mote que acompanhava um dos candidatos era “deixe o homem trabalhar”. Eu adaptaria essa frase aos estudantes universitários (e secundaristas também): “deixem o estudante estudar em paz”. Sem o distrair continuamente com palestras de empreendedorismo, ou de como elaborar um curriculum vitae, escrever uma patente, e coisas do tipo. Tudo isso está sendo ministrado antes do tempo, e os que seguem essa sereia (porque é mais fácil ouvi-la do que espremer o cérebro sobre um texto de termodinâmica) acabam perdendo a oportunidade de se preparar melhor e fundamentar melhor suas idéias, que aí sim serão criativas.
A falta de engenheiros no Brasil é muito grande; formamos 30.000 profissionais por ano, pouco se comparado com a China – 400 mil; Índia – 250 mil, e Coréia do Sul – país pequenino com 50 milhões de habitantes que forma 80 mil engenheiros. A urgência é grande, e uma meta da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – órgão do MEC) é a evolução daqueles 30 mil para 40 mil nos próximos três anos. Esses números dão razão à CNI (Confederação Nacional da Indústria) que prevê um excesso de 150 mil vagas em setores técnicos.
Mas além da questão quantitativa, há a qualitativa: José Roberto Cardoso diretor da Escola Politécnica da USP faz notar que "... só um entre quatro engenheiros possui formação adequada...”. De fato, dependendo de como se contam há 1.087 cursos no país, dos quais a metade em escolas particulares, e uma olhada nas notas do ENADE dessa metade explica as palavras do professor.
Se ainda por cima desviamos antes do tempo um porcentual de estudantes desse mercado, e o distraímos com falsas e anti - tempo preocupações, não estamos colaborando muito com a solução dos problemas, estamos?
(*) Professor do Departamento de Engenharia de Materiais, na Universidade Federal de São Carlos.
Postado por Onivaldo Dyna, pós-graduando em Juventude Contemporânea

